22.09.2010
Unidos contra o crime
Parcerias entre indústrias, reforço na ação da polícia e resistência por parte dos lojistas têm ajudado a combater a ação do crime organizado no varejo dos Estados Unidos. Mas uma pesquisa recente da National Retail Federation (NRF) mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Este é o sexto levantamento anual promovido pela federação dos varejistas norte-americanos, que busca entender a real dimensão do problema e gerar informação para auxiliar o combate a estes crimes.
De acordo com a pesquisa, 89,5% dos varejistas pesquisados afirmam que sua empresa tem sido vítima do crime organizado nos últimos 12 meses, uma ligeira diminuição comparada aos 92,2% do ano passado. O estudo também revelou que quase seis em cada dez varejistas (58,9%) notaram um aumento na atividade destes criminosos nos últimos 12 meses, contra 73% que afirmaram isso no ano passado. "O relacionamento que os varejistas construíram com as polícias locais, estaduais e federais tem tornado as coisas mais difíceis para os criminosos, mas milhões de dólares ainda são perdidos a cada ano nesta batalha desgastante contra o crime", diz Joe LaRocca, conselheiro sênior de segurança da NRF.
Polos do crime
Pela primeira vez na história da pesquisa, foi pedido para os executivos de varejo listarem as cidades onde o crime organizado mais afeta suas lojas ou centros de distribuição. As dez cidades mais citadas, em ordem alfabética, são: a região de Baltimore / Washington / norte da Virgínia, Chicago, Dallas, Filadélfia, Houston, Los Angeles, Miami / Fort Lauderdale, Nova York / norte de Nova Jersey, São Francisco e Tampa / Orlando.
Enquanto a economia continua sua lenta recuperação, os varejistas estão começando a investir mais na conscientização e na prevenção do crime organizado. Quase metade (48,4%) afirma que está destinando recursos adicionais para enfrentar essa crescente ameaça aos negócios, um índice superior aos 41,8% na pesquisa do ano passado.
Graças a uma parceria da NRF com o site de leilões eBay e também às iniciativas entre NRF e as polícias estaduais e federal, os varejistas vêm obtendo algum sucesso em identificar mercadorias roubadas em pontos de receptação, como lojas de penhor e lojas temporárias (62,5%) e através de operações de receptação eletrônica (66,1%), onde a mercadoria roubada é vendida em sites de leilão on-line. Ambas as modalidades tiveram um aumento em relação ao ano passado, sinal de que os criminosos podem estar roubando mais, mas os varejistas também estão fazendo um bom trabalho monitorando sua atuação.
Quando perguntados se acreditam que a alta administração compreende a complexidade e a gravidade da ação do crime organizado, 50% dos varejistas disseram que sim, contra 48,7% no ano passado. Muitos empresários pesquisados também acreditam que as forças policiais entendem o problema enfrentado pelo setor (39,5% versus 37,7% no ano passado).
Sobre a pesquisa
A edição 2010 da pesquisa da NRF sobre Crime Organizado no Varejo foi realizada de 20 de abril a 18 de maio. Altos executivos da área de prevenção de perdas de 124 empresas responderam ao questionário com o objetivo de identificar a profundidade do crime organizado em toda a cadeia produtiva do varejo. A pesquisa deste ano apresenta as respostas dos executivos que representam lojas de departamento, grandes magazines, drogarias, supermercados, restaurantes e lojas especializadas.